A importância do sistema de arrefecimento

Manutenção correta e adequada pode evitar prejuízo muito elevado.

 

Pouca gente imagina a importância de trocar a água do radiador e fazer uma limpeza completa no sistema de arrefecimento do veículo, regularmente. Esse sistema no carro é responsável pelo resfriamento do motor, mantendo a temperatura ideal para o funcionamento do mesmo. Sem ele, as peças metálicas do motor, que estão em constante atrito e submetidas as fortes explosões do combustível dentro do cilindro, podem simplesmente derreter, inutilizando completamente o motor do carro!

Então, a falta de cuidados com a manutenção do sistema de arrefecimento pode causar sérios problemas. Se o circuito de refrigeração não funciona corretamente, pouco serve um indicador de temperatura de água (que a maioria dos carros tem no painel). Isso porque talvez nem esteja chegando água ao sensor. Dessa forma, é possível que o carro esteja aquecendo, mesmo sem a indicação correta.

Outro item muito importante do sistema é a Válvula Termostática, também conhecida por termostato. A função dessa válvula é a de impedir a circulação de água pelo radiador até que o motor não tenha chegado a sua temperatura de trabalho ideal. O motor não pode aquecer demais. Mas também não pode trabalhar frio demais, sob pena de desgaste e consumo excessivo de combustível. A temperatura do motor tem uma faixa correta de operação. Assim, se o termostato se estraga, não circulará água em nenhum momento pelo radiador, ou se chegar a circular será de forma deficiente, acarretando em aquecimento excessivo.

Assim, o sistema de arrefecimento do carro conta com vários outros componentes como o próprio radiador, a bomba de água, o reservatório de expansão e mangueiras. E certamente o mais importante de todas, é justamente a água. Mas essa água não pode ser pura. Ela precisa ter um percentual expressivo de aditivo. Esse aditivo à base de etilenoglicol tem diversas funções. O aditivo faz com que a água tenha um ponto de ebulição maior (a fervura é atingida em temperatura maior); lubrificação das peças do sistema, redução considerável da formação de ferrugem e melhor troca térmica (quando a água com aditivo passa por pelo bloco do motor, ela consegue resfriar a peça mais rapidamente).

Mesmo com o aditivo, a água deve ser trocada de tempos em tempos. Com o constante ciclo de esquenta e esfria, e o contato com peças de aço e metal, a formação de ferrugem com o uso é “inevitável”. Então, à medida que o tempo passa e o sistema é usado, o líquido vai ficando com cor de barro (variando de laranja à um marrom escuro). O ideal é sempre fazer a troca da água, e limpeza do sistema ANTES que o líquido comece a trocar de cor.

É justamente essa ferrugem diluída na água que é extremamente perigosa. Ela diminui a eficiência do sistema, reduzindo a capacidade de resfriar os componentes. Também aumenta a resistência da bomba com o entupimento as mangueiras, provocando a diminuição da pressão.

O procedimento de manutenção envolve a limpeza interna do circuito. Isso pode ser feito com um líquido específico que dissolve a ferrugem impregnada. Em casos extremos, de carros que não fizeram uma manutenção periódica, pode ser necessária a desmontagem das peças, e limpeza manual de algumas partes. Até mesmo a substituição do reservatório de expansão pode ser necessária.

O intervalo de troca merece especial atenção. É fundamental consultar o manual de manutenção do veículo. A maioria das marcas preconiza a troca do liquido (aditivo+água) e a limpeza do sistema de arrefecimento a cada 60 mil km. Além disso, é muito importante acompanhar o nível através reservatório de expansão, e se necessário completar com água + aditivo.

O aditivo tem as muitas funções: ele é anticongelante, anticorrosivo e lubrificante. Dessa forma ele protege os componentes do sistema como: bomba d´água, mangueiras, selos do motor e do radiador. A falta de manutenção pode gerar ressecamento e rompimento de mangueiras, corrosão nos selos do motor, desgaste prematuro da bomba d´água, vazamentos e até a queima da junta de cabeçote. Nesse caso, a água pode se misturar com o óleo do motor, comprometendo a lubrificação. Com isso, o motor pode até fundir!

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