Entenda a importância da manutenção da correia dentada

meuautomovelcorreiadentada-1

A Correia Sincronizadora, conhecida popularmente como “Correia Dentada” do motor é responsável por sincronizar a abertura das valvular do cabeçote de acordo com o sincronismo do motor.

A correia dentada deve ser trocada de acordo com as recomendações da montadora do veículo. Esta informação está disponível no Manual do Proprietário do automóvel. Além da orientação da Montadora, os fabricantes de Correias recomendam a troca da correia dentada a cada 40.000 km, e em alguns veículos a condição poderá se prolongar para os 50.000 km. Após essa quilometragem, a correia perde a resistência, eficiência e pode causar uma ruptura trazendo danos consequentes ao motor. O dano mais frequente é o choque mecânico entre as valvulas do cabeçote e os pistões do motor além de outros danos relacionados.

Na maioria dos veículos é necessário trocar o(s) tensor(es) e a analisar o desgaste das polias (peças que trabalham em conjunto com a Correia Dentada).
Os danos causados pela ruptura da correia pode chegar até a 15 vezes o valor que seria gasto com a sua substituição na manutenção preventiva.

A importância do sistema de arrefecimento

Manutenção correta e adequada pode evitar prejuízo muito elevado.

 

Pouca gente imagina a importância de trocar a água do radiador e fazer uma limpeza completa no sistema de arrefecimento do veículo, regularmente. Esse sistema no carro é responsável pelo resfriamento do motor, mantendo a temperatura ideal para o funcionamento do mesmo. Sem ele, as peças metálicas do motor, que estão em constante atrito e submetidas as fortes explosões do combustível dentro do cilindro, podem simplesmente derreter, inutilizando completamente o motor do carro!

Então, a falta de cuidados com a manutenção do sistema de arrefecimento pode causar sérios problemas. Se o circuito de refrigeração não funciona corretamente, pouco serve um indicador de temperatura de água (que a maioria dos carros tem no painel). Isso porque talvez nem esteja chegando água ao sensor. Dessa forma, é possível que o carro esteja aquecendo, mesmo sem a indicação correta.

Outro item muito importante do sistema é a Válvula Termostática, também conhecida por termostato. A função dessa válvula é a de impedir a circulação de água pelo radiador até que o motor não tenha chegado a sua temperatura de trabalho ideal. O motor não pode aquecer demais. Mas também não pode trabalhar frio demais, sob pena de desgaste e consumo excessivo de combustível. A temperatura do motor tem uma faixa correta de operação. Assim, se o termostato se estraga, não circulará água em nenhum momento pelo radiador, ou se chegar a circular será de forma deficiente, acarretando em aquecimento excessivo.

Assim, o sistema de arrefecimento do carro conta com vários outros componentes como o próprio radiador, a bomba de água, o reservatório de expansão e mangueiras. E certamente o mais importante de todas, é justamente a água. Mas essa água não pode ser pura. Ela precisa ter um percentual expressivo de aditivo. Esse aditivo à base de etilenoglicol tem diversas funções. O aditivo faz com que a água tenha um ponto de ebulição maior (a fervura é atingida em temperatura maior); lubrificação das peças do sistema, redução considerável da formação de ferrugem e melhor troca térmica (quando a água com aditivo passa por pelo bloco do motor, ela consegue resfriar a peça mais rapidamente).

Mesmo com o aditivo, a água deve ser trocada de tempos em tempos. Com o constante ciclo de esquenta e esfria, e o contato com peças de aço e metal, a formação de ferrugem com o uso é “inevitável”. Então, à medida que o tempo passa e o sistema é usado, o líquido vai ficando com cor de barro (variando de laranja à um marrom escuro). O ideal é sempre fazer a troca da água, e limpeza do sistema ANTES que o líquido comece a trocar de cor.

É justamente essa ferrugem diluída na água que é extremamente perigosa. Ela diminui a eficiência do sistema, reduzindo a capacidade de resfriar os componentes. Também aumenta a resistência da bomba com o entupimento as mangueiras, provocando a diminuição da pressão.

O procedimento de manutenção envolve a limpeza interna do circuito. Isso pode ser feito com um líquido específico que dissolve a ferrugem impregnada. Em casos extremos, de carros que não fizeram uma manutenção periódica, pode ser necessária a desmontagem das peças, e limpeza manual de algumas partes. Até mesmo a substituição do reservatório de expansão pode ser necessária.

O intervalo de troca merece especial atenção. É fundamental consultar o manual de manutenção do veículo. A maioria das marcas preconiza a troca do liquido (aditivo+água) e a limpeza do sistema de arrefecimento a cada 60 mil km. Além disso, é muito importante acompanhar o nível através reservatório de expansão, e se necessário completar com água + aditivo.

O aditivo tem as muitas funções: ele é anticongelante, anticorrosivo e lubrificante. Dessa forma ele protege os componentes do sistema como: bomba d´água, mangueiras, selos do motor e do radiador. A falta de manutenção pode gerar ressecamento e rompimento de mangueiras, corrosão nos selos do motor, desgaste prematuro da bomba d´água, vazamentos e até a queima da junta de cabeçote. Nesse caso, a água pode se misturar com o óleo do motor, comprometendo a lubrificação. Com isso, o motor pode até fundir!